BAHIA

El Niño pode gerar impactos na segurança hídrica por conta do longo período de estiagem na Bahia

O fenômeno do El Niño, que começou em junho deste ano após alertas da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), pode causar sérios prejuízos à Bahia por conta do longo período de estiagem.

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De acordo com o NOAA, há 69% de probabilidade de que este El Niño seja o mais intenso já registrado desde 1950, com possibilidade de as temperaturas das águas do Pacífico atingirem anomalia igual ou superior a 2,5 °C.

O atual episódio de El Niño teve seu início em junho e os primeiros reflexos da sua atuação no clima no Brasil já foram percebidos na Região Sul, com as chuvas muito acima da média em julho, entre 30 e 90% acima da média do mês, dependendo da localidade.

O El Niño deve durar até, pelo menos, março de 2027. Tal condição potencializará a continuidade das chuvas acima da média no Sul do Brasil e chuvas mais irregulares, com totais abaixo da média, nas regiões Norte e Nordeste a partir de outubro.

Por conta disso, o governo da Bahia ativou um plano de contingência para combater os impactos com investimentos na casa dos R$ 4,5 bilhões. Entre as ações prioritárias estão a intensificação da manutenção preventiva em adutoras, canais e poços artesianos para eliminar desperdícios estruturais, além do suporte direto a perímetros irrigados da agricultura familiar.

Atualmente, estão em andamento as seguintes ações, incluídas no Plano de Contingência: monitoramento diário, com acompanhamento contínuo dos volumes e da capacidade de vazão das bacias hidrográficas e reservatórios baianos; manutenção preventiva, com vistorias técnicas e reparos ágeis em redes, bombeamentos e poços para zerar perdas do sistema; segurança no campo, com planejamento junto a produtores rurais para otimizar a irrigação e evitar o esgotamento dos mananciais locais; e informações atualizadas sobre os níveis dos reservatórios e boletins hídricos do estado podem ser acompanhados diretamente no portal oficial da SIHS.

Nordeste

No Nordeste, os efeitos do El Niño tendem a aparecer principalmente na irregularidade das chuvas, sobretudo no interior da região. Caso haja atraso ou enfraquecimento do período chuvoso, o impacto deve ser mais sentido no semiárido, onde muitos municípios dependem de reservatórios que demoram mais para encher. Especialistas destacam que, além do fenômeno, fatores como o aquecimento do Atlântico e mudanças no uso do solo também influenciam o regime de chuvas, podendo agravar cenários de seca ou dificultar a recuperação hídrica em algumas áreas.

Ondas de calor mais longas

Nos últimos anos, o Brasil já vem registrando aumento na frequência e na duração das ondas de calor. Em 2024, foram dez episódios; em 2023, oito. Mesmo sem o fenômeno plenamente configurado, 2025 já acumula sete ocorrências.

A tendência é que esses eventos se tornem ainda mais prolongados, ultrapassando vários dias consecutivos de temperaturas acima do nível considerado confortável.

Com informações do Bnews

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