POLÍTICA

Bolsonaro pede a Moraes retorno de assessores presos no caso dos cartões de vacina

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que dois antigos assessores voltem a integrar a equipe responsável por auxiliá-lo durante o cumprimento da prisão domiciliar em Brasília.

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O pedido envolve Max Guilherme Machado de Moura e Sérgio Rocha Cordeiro, que trabalharam com Bolsonaro durante seu mandato na Presidência da República e continuaram ligados à equipe de apoio após o fim do governo. Os dois foram afastados das funções em 2023, quando passaram a ser investigados no caso que apurava a suposta inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

Durante a investigação, Max Guilherme e Sérgio Cordeiro chegaram a ser presos preventivamente e permaneceram detidos por cerca de quatro meses. Posteriormente, as prisões foram revogadas.

Agora, os advogados de Bolsonaro querem que os dois sejam novamente incluídos na relação de pessoas autorizadas a exercer atividades de rotina na residência do ex-presidente. A solicitação foi apresentada ao STF no dia 31 de agosto e será analisada por Alexandre de Moraes.

A defesa sustenta o pedido com base na manifestação do Ministério Público Federal (MPF), que, em junho deste ano, solicitou o arquivamento da investigação contra os dois ex-assessores. Segundo o órgão, não foram encontrados elementos mínimos capazes de comprovar a participação deles nas irregularidades investigadas.

Na petição encaminhada ao Supremo, os advogados argumentam que não ficou demonstrado que Max Guilherme e Sérgio Cordeiro tenham agido de forma deliberada nas supostas fraudes. Com isso, a defesa busca a reincorporação dos dois à equipe de apoio de Bolsonaro, respeitando as medidas cautelares que eventualmente continuem em vigor.

O pedido ocorre enquanto Bolsonaro permanece em prisão domiciliar, situação que faz com que a entrada de pessoas em sua residência esteja sujeita às regras e autorizações estabelecidas pelo STF. A decisão sobre o retorno dos dois ex-assessores ainda caberá ao ministro Alexandre de Moraes.

Com informações da Revista Fórum

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