As quatro crianças que morreram afogadas em um açude de Paramirim, no sudoeste da Bahia, brincavam em um cocho, recipiente usado para colocar ração de animais, e usavam uma pá como remo quando, por causa da movimentação, o recipiente se deslocou da margem para o meio da lagoa.
Com o peso do grupo, o cocho começou a afundar e apenas uma criança, de 11 anos, conseguiu escapar e nadar até a margem. As outras quatro não sabiam nadar e morreram afogadas.
As vítimas foram identificadas como três irmãos:
- Jeferson Davi da Silva Oliveira, de 9 anos;
- Jacson Diego Silva Oliveira, de 6 anos;
- José Diogo da Silva Oliveira, de 3 anos.
O quarto menino era primo dos irmãos:
- Lorenzo Almeida Cardoso, de 8 anos.
A criança que conseguiu se salvar é o irmão mais velho de Jeferson, Jacson e José. Dois adultos, que são tios das crianças, tentaram fazer o resgate, mas conseguiram ajudar apenas o menino de 11 anos.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados, mas, quando as equipes chegaram ao local, as quatro crianças já estavam mortas.
O velório das crianças aconteceu na segunda-feira (31), na casa de familiares. Parentes, amigos e moradores da comunidade de Salina Branca, onde a família vive, participaram da despedida e prestaram as últimas homenagens. Não há informações sobre o sepultamento.
Investigação
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias do acidente. O adulto que estava na embarcação e testemunhas que presenciaram o afogamento deverão ser ouvidos.
A delegada Maria Helena informou que a polícia também aguarda os laudos periciais para avançar na investigação.
“As pessoas vão ser intimadas, algumas pessoas que presenciaram, inclusive esse adulto que estava na embarcação, e já foi instaurado o inquérito policial agora cedo para ser investigado mais a fundo o ocorrido”, afirmou a delegada.
Com informações do G1 Bahia





