O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria levado cerca de seis meses para analisar um pedido da Polícia Federal relacionado a informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A informação foi divulgada pela Revista Fórum nesta segunda-feira (14).
Segundo a publicação, a solicitação buscava identificar uma suposta autoridade que teria recebido pagamentos de Vorcaro. O material fazia parte das apurações relacionadas ao caso Banco Master e às movimentações financeiras investigadas pela PF.
A demora na análise do pedido passou a chamar atenção diante do avanço das investigações sobre o empresário e de documentos financeiros que chegaram às mãos dos investigadores. Relatórios do Coaf foram utilizados pela PF para mapear transações consideradas suspeitas e possíveis conexões entre Vorcaro e figuras do meio político.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a investigação sobre os recursos destinados ao projeto Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. Dados do Coaf e informações extraídas do celular de Vorcaro ajudaram a PF a reconstruir contatos e movimentações financeiras envolvendo o empresário e políticos.
Em julho, Mendonça autorizou a abertura de uma frente de investigação sobre os repasses destinados ao filme, incluindo a apuração de possíveis crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Entre os investigados estão Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Mário Frias.
A discussão sobre a atuação de Mendonça ocorre em meio a questionamentos mais amplos sobre a condução das investigações do caso Master dentro do STF. O ministro também tomou decisões relacionadas ao sigilo de documentos e ao acesso a informações obtidas pela Polícia Federal durante as apurações.
Com informações da Revista Fórum





