POLÍTICA

Gilmar segue Zanin e manda PF compartilhar dados do celular de Vorcaro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que todos os integrantes da Corte tenham acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A solicitação ocorre às vésperas do julgamento previsto para esta terça-feira (15), que deverá analisar questões relacionadas a mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

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O pedido de Gilmar reforça uma manifestação anterior do ministro Cristiano Zanin, que também defendeu o compartilhamento completo do conteúdo obtido pela Polícia Federal (PF). Segundo os ministros, o acesso integral é necessário para que todos possam analisar as mesmas informações antes de formar seus votos.

Gilmar encaminhou a solicitação ao presidente do STF, Edson Fachin, e afirmou que, caso o material não seja disponibilizado pelo gabinete do ministro André Mendonça, a própria Polícia Federal poderia ser acionada para fornecer cópias aos demais gabinetes.

A discussão ocorre porque Mendonça recebeu, em março deste ano, uma cópia de segurança dos dados extraídos do aparelho, entregue pela PF em um envelope lacrado. O ministro afirma que o material permanece preservado e que a divulgação integral poderia prejudicar investigações ainda em andamento.

A Polícia Federal, por sua vez, informou a Fachin que possui condições técnicas para compartilhar os dados com os ministros, mantendo os procedimentos necessários para preservar a cadeia de custódia das provas.

O conteúdo do celular de Vorcaro ganhou importância no caso após a PF identificar mensagens entre o empresário e Alexandre de Moraes. O relatório produzido a partir do aparelho está no centro da discussão que será levada ao plenário do STF.

Com a proximidade do julgamento, o acesso aos dados se tornou um dos principais pontos de tensão entre os ministros. Gilmar e Zanin defendem que o colegiado tenha acesso completo ao material, enquanto Mendonça sustenta que a abertura indiscriminada dos dados pode comprometer o andamento das investigações.

Com informações da Revista Fórum

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