POLÍTICA

Eduardo Bolsonaro volta a Washington para tentar reestabelecer sanções contra Moraes

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deve realizar reuniões em Washington, nos Estados Unidos, para tratar da possibilidade de retomada das sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre em meio ao acirramento das disputas políticas envolvendo o magistrado e integrantes da família Bolsonaro.

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Segundo informações divulgadas pela Revista Fórum, Eduardo atua nos Estados Unidos para pressionar autoridades americanas pela reativação das medidas contra Moraes. A estratégia envolve a tentativa de apresentar denúncias e argumentos contra decisões do ministro e sua atuação no STF.

Moraes chegou a ser incluído, em 2025, na lista de sanções da Lei Global Magnitsky, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos contra estrangeiros acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção. As medidas aplicadas ao ministro foram posteriormente retiradas pelo governo norte-americano.

A possibilidade de retomada das sanções voltou ao centro da articulação política da oposição brasileira nos Estados Unidos. Em maio deste ano, aliados de Bolsonaro já realizavam reuniões em Washington com o objetivo de pressionar pela reaplicação das punições financeiras e restrições de viagem contra Moraes.

A ofensiva de Eduardo ocorre paralelamente à disputa judicial envolvendo Moraes e às investigações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Nesta terça-feira (15), o STF tem sessão prevista para analisar um pedido relacionado à abertura de investigação contra Moraes, em meio às discussões sobre mensagens trocadas entre o ministro e Vorcaro.

A articulação nos Estados Unidos também mantém o nome de Alexandre de Moraes no centro da estratégia política do grupo bolsonarista, que busca internacionalizar as críticas ao ministro e pressionar o governo norte-americano por novas medidas.

O movimento ocorre em um momento de forte tensão entre setores da oposição e o STF, especialmente após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e diante da disputa eleitoral de 2026.

Com informações da Revista Fórum

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