POLÍTICA

Flávio Bolsonaro quer “inspiração” de Milei: 2,9 milhões de novos pobres na Argentina

O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem demonstrado interesse em adotar medidas inspiradas no governo do presidente argentino Javier Milei, especialmente na área econômica. A aproximação com o modelo argentino ocorre enquanto o país vizinho ainda enfrenta os efeitos sociais provocados pelo forte ajuste implementado pelo libertário.

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De acordo com o Diário do Centro do Mundo, a política econômica de Milei resultou, em seu primeiro ano de governo, em um aumento expressivo da quantidade de pessoas em situação de pobreza. O número de argentinos pobres teria crescido em cerca de 2,9 milhões durante o período inicial da gestão.

O governo Milei promoveu cortes de gastos públicos, redução de subsídios, desregulamentação e outras medidas de ajuste com o objetivo de equilibrar as contas do Estado e controlar a inflação. As medidas provocaram forte impacto sobre o consumo e a renda da população nos primeiros meses de governo.

Posteriormente, os indicadores de pobreza passaram a apresentar melhora. Dados oficiais argentinos apontaram queda da pobreza para 31,6% da população no primeiro semestre de 2025, embora instituições acadêmicas tenham apresentado estimativas diferentes.

Mesmo diante desse histórico, o modelo de Milei passou a ser apresentado como referência por integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro. Nesta semana, Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha do senador e ex-presidente da Caixa no governo Jair Bolsonaro, afirmou que Milei é um “ótimo exemplo” e defendeu a adoção de medidas de desregulamentação e redução de gastos no Brasil.

A equipe econômica de Flávio também avalia medidas para reduzir normas tributárias e promover mudanças na estrutura de gastos públicos. A proposta coloca o candidato em sintonia com uma agenda liberal semelhante à adotada pelo governo argentino.

A estratégia econômica deverá ser um dos principais pontos da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026, que busca apresentar uma alternativa ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com informações do DCM

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