BAHIA

Sobe para oito o número de advogados presos em operação contra facção com atuação em Salvador e no interior da Bahia

Subiu para oito o número de advogados presos durante a Operação Sintonia de Gravata, deflagrada na manhã desta sexta-feira (3), em Salvador, região metropolitana e cidades do interior da Bahia. 

Informações obtidas pelo BNews apontam que os advogados foram detidos na capital baiana, Serrinha e Feira de Santana. Segundo o Ministério Público da Bahia (MPBA), as investigações têm como objetivo desarticular um esquema que envolve facções com atuação no sistema prisional.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), além dos advogados, que possuíam mandados de prisão, outras 12 ordens judiciais foram cumpridas contra detentos custodiados em presídios.

“As investigações identificaram a atuação de facções criminosas estruturadas e com atuação regional, responsáveis pela prática de tráfico ilícito de entorpecentes, circulação de armas de fogo e articulação entre grupos criminosos, com reflexos diretos na segurança pública baiana”, disse o MPBA.

Ainda de acordo com o órgão, elementos reunidos indicam que essas organizações mantinham um sofisticado esquema de comunicação clandestina que permitia a continuidade das atividades criminosas mesmo com lideranças custodiadas em unidade prisional de segurança máxima, por meio de um núcleo externo responsável por intermediar a transmissão de ordens entre integrantes presos e membros em liberdade.

Como atuavam os advogados

As investigações também revelqram que os advogados, mediante abuso das prerrogativas da classe, teriam burlado o isolamento e incomunicabilidade com o meio externo imposto em presídio de segurança máxima, com a finalidade de viabilizar a gestão de facções criminosas por suas lideranças presas, que também foram alvos das medidas. “A continuidade das apurações indicaram que esses profissionais exerciam papel estratégico na transmissão de mensagens, na consolidação de decisões e no acompanhamento das atividades criminosas”.

“Esse fluxo de comunicação permitia às lideranças das facções, mesmo presas, participar da gestão do tráfico de drogas, da comercialização de entorpecentes, da aquisição e circulação de armas de fogo, da movimentação de recursos financeiros e da resolução de conflitos internos, evidenciando uma estrutura organizada, hierarquizada e dividida por funções. O grupo conseguiu contornar mecanismos de isolamento previstos no sistema prisional, mantendo ativa uma rede de transmissão de ordens que contribuiu para a continuidade das práticas criminosas e para o fortalecimento dessas organizações”, detalhou o MP-BA. 

Com informações do Bnews

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