BAHIA

Julgamento de acusada de matar mãe e duas filhas por envenenamento na Bahia é adiado pela 8ª vez

O júri popular de Elisângela Almeida Oliveira, acusada de envenenar uma mulher e duas crianças em Maragogipe, no Recôncavo Baiano, foi adiado pela oitava vez. A sessão estava prevista para acontecer nesta quarta-feira (7), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, mas ganhou uma nova data.

O julgamento foi remarcado para 2 de dezembro. Segundo a defesa da acusada, Elisângela está realizando uma cirurgia e, por esse motivo, não poderia comparecer à sessão. A informação foi divulgada pelo portal A Tarde.

Elisângela cumpre prisão domiciliar desde abril de 2024, quando a medida foi concedida pela Justiça após a defesa alegar que ela precisava de tratamento médico especializado. A decisão determinou o uso de tornozeleira eletrônica e restringiu a saída da acusada da residência a atendimentos médicos previamente autorizados.

Relembre o caso

A mulher é acusada de envenenar e matar Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos, e as filhas Greisse Santos da Conceição, de 5, e Rute Santos da Conceição, de 2 anos, em agosto de 2018 na cidade de Maragogipe, no Recôncavo Baiano. As três morreram em um intervalo de 15 dias após serem envenenadas com um inseticida de uso agrícola.

O caso ganhou repercussão estadual pela sequência das mortes dentro da mesma família, pela complexidade da investigação e pela motivação apontada pela Polícia Civil. Conforme o inquérito, a principal acusada, Elisângela Almeida Oliveira, era amiga da família e frequentava a casa das vítimas. 

Os investigadores concluíram que a autora dos crimes desenvolveu interesse por Jeferson Brandão, marido de Adriane e pai das crianças, o que teria provocado um desentendimento entre as duas mulheres. A partir daí, segundo a polícia, Elisângela decidiu envenenar a família.

Em entrevista ao BNews, ainda em 2018, Jeferson contou que a única coisa que ele gostaria naquele momento é que Elisângela (a acusada) explicasse o porquê de “tamanha atrocidade”, e que a justiça fosse feita.

Que toda verdade venha à tona e ela possa dizer o porquê fez isso com minha família, que sempre a acolheu e que a justiça de Deus e dos homens seja feita”, conclamou o homem.

Durante as investigações, exames periciais identificaram a presença de inseticida agrícola em amostras recolhidas das vítimas e também em alimentos encontrados na residência. Em depoimento à Polícia Civil, Elisângela confessou o envenenamento, segundo informou o g1 na época, embora posteriormente tenha negado participação no crime e chegado a insinuar que Jeferson Brandão poderia ser o responsável pelas mortes. 

A versão nunca foi acolhida pelos investigadores, que descartaram a participação do pai das crianças após os depoimentos e as provas reunidas durante o inquérito.

Além de Elisângela, o marido dela, Valci Boaventura Soares, também passou a responder pelo caso. Inicialmente, o homem foi preso sob suspeita de coagir testemunhas e destruir provas. Em seguida, foi colocado em liberdade por falta de elementos suficientes para mantê-lo preso. Meses depois, o Ministério Público da Bahia decidiu denunciá-lo à Justiça após entender que surgiram novos indícios de participação nos crimes durante a instrução processual.

Com informações do Bnews

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