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Lula celebra recorde histórico de exportações brasileiras em 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou, nesta quarta-feira (7), o recorde histórico das exportações brasileiras em 2025. O mercado externo movimentou US$ 348,7 bilhões no período. Em publicação nas redes sociais, Lula comentou dados divulgados pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ao afirmar que o resultado reflete a retomada do protagonismo do país no comércio internacional.

De acordo com números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao MDIC, as exportações brasileiras alcançaram US$ 348,7 bilhões em 2025, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, registrado em 2023. Os últimos três anos concentram os melhores resultados históricos da balança comercial brasileira.

Na comparação com 2024, o crescimento das exportações foi de 3,5% em valor e de 5,7% em volume. O desempenho em volume ficou acima da projeção da Organização Mundial do Comércio (OMC), que estimou crescimento global de 2,4% para 2025. Mais de 40 mercados registraram recorde de compras de produtos brasileiros no ano, entre eles Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

Segundo Geraldo Alckmin, o avanço ocorreu mesmo em um cenário internacional considerado adverso. Ele destacou que os resultados refletem políticas voltadas ao aumento da produtividade e da competitividade das empresas brasileiras, com iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano.

As importações também atingiram patamar recorde em 2025, somando US$ 280,4 bilhões, alta de 6,7% em relação a 2024 e quase US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, de 2022. Com isso, a corrente de comércio totalizou US$ 629,1 bilhões, maior valor da série histórica, com crescimento de 4,9% sobre o ano anterior. O superávit comercial ficou em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior já registrado, atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.

Em dezembro de 2025, as exportações somaram US$ 31 bilhões, alta de 24,7% e recorde para o mês. As importações alcançaram US$ 21,4 bilhões, crescimento de 5,7%, enquanto o saldo comercial ficou em US$ 9,6 bilhões, também recorde para meses de dezembro. A corrente de comércio no mês foi de US$ 52,4 bilhões.

No recorte setorial, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,8% em valor e atingiram o recorde de US$ 189 bilhões, impulsionadas por aumento de 6% em volume. Houve recordes em produtos como carne bovina, carne suína, alumina, veículos de carga, caminhões, café torrado, máquinas elétricas, produtos de perfumaria, cacau em pó, instrumentos de medição e defensivos agrícolas.

A indústria extrativa registrou crescimento de 8% no volume exportado, com recordes de embarque de minério de ferro e petróleo. Os bens agropecuários avançaram 3,4% em volume e 7,1% em valor. O café verde atingiu valor recorde, enquanto soja e algodão em bruto registraram volumes históricos.

Entre os destinos, as exportações para a China cresceram 6%, alcançando US$ 100 bilhões. Para a União Europeia, o avanço foi de 3,2%, e para a Argentina, de 31,4%, com destaque para o setor automotivo. As vendas para os Estados Unidos recuaram 6,6% no ano, concentradas entre agosto e dezembro, em meio à imposição de tarifas sobre parte dos produtos brasileiros, embora dezembro tenha registrado embarques superiores a US$ 3 bilhões.

Nas importações, os bens de capital apresentaram o maior crescimento, com alta de 23,7%, seguidos por bens intermediários e bens de consumo. As compras externas de combustíveis tiveram queda de 8,6%. Houve aumento das importações originárias da China, dos Estados Unidos e da União Europeia, enquanto as aquisições de produtos argentinos recuaram.

Com informações do Forum

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