Tessa Hansen-Smith, uma jovem universitária americana de 21 anos, sofre de uma condição bem incomum: ela tem alergia a água. A alergia pode ser muito mais complicada do que parece: ela toma banho duas vezes por mês e sempre que sua ou chora acaba com febre, fortes dores de cabeça e erupções cutâneas.

Sua condição faz com que a jovem tenha que mudar radicalmente seu estilo de vida. Ela não pode praticar esporte e nem mesmo fazer caminhadas, tendo que utilizar sempre o carro, para que o suor não lhe provoque uma nova crise.

Como ela descobriu que tinha alergia a água?

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I get rashes on my body quite often, but especially where clothes rubs/rests on my skin. Even during a slow walk, the body will produce some amount of sweat. Most of the time it’s so minuscule people will never even notice it—but we have to wash our clothes because they’re getting dirty somehow! Even though when I walk slowly (the only form of exercise I can really handle) sweat is produced, but while it starts out as a very small amount like everyone else, my body quickly reacts to this and makes my temperature increase, which in turn makes me sweat more. It’s not a great cycle for this allergy. This is just one example of what my skin looks like, the waistband of my leggings I was wearing today rests on my stomach. There are no bumps because the medication I take helps reduce the allergic reaction, but the skin will still flare up and be extra sensitive. If I started to itch these spots (which I try really really hard not to) then rashes and hives can quickly pop up and persist for a lot longer than this sensitivity. I try to post pictures and videos that show physical, observable reactions, because since half of this allergy is all internal the worst parts of my allergy are invisible. People with invisible disabilities and conditions face a lot of discrimination and hate. I’ve had people, even people in the medical field, accuse me of lying about my condition if I can’t produce reactions visible to the naked eye. When I was in the ER a few weeks ago receiving IV infusions, the nurse didn’t believe me at first that I had to have steroid anti-histamines injected first or the saline would hurt me. But in between injections of medicine saline needs to be injected to flush the IV tube, and during this time she saw me grimace in pain and asked me to show her where the pain was. I pointed to part of my arm, starting in my wrist where the injection site was, and following an odd path up my arm. She looked shocked when I perfectly pointed out the route of a deep vein, and only then did she believe I was in actual pain. This condition is hard enough to deal with, but the accusatory attitudes that come from others makes it hard mentally. So be kind to everyone! 💕

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Foi a mãe de Tessa, que é médica, quem descobriu a condição rara da filha. Segundo o Daily Mail, até mesmo beber um copo de água faz com que a jovem se sinta desconfortável! Os primeiros sinais da doença começaram a aparecer quando ela tinha apenas 8 anos. No início, os pais dela acharam que eram uma reação alérgica aos sabonetes e xampus que ela estava usando. A mãe foi retirando os produtos um a um para descobrir a causa.

Alergia a água: Como lidar com a condição?

“É muito difícil lidar com esta condição. Sou alérgica às minhas próprias lágrimas, saliva e suor”, conta Tessa. “Sofro de cansaço muscular e náuseas. O problema surge quando como algo com muita água como fruta e legumes. Mesmo a água potável pode causar cortes na minha língua”, acrescentou ainda.

“Quando choro por alguma coisa, cortando cebolas, tristeza ou apenas meus olhos se sentindo irritados porque já são bastante alérgicos a eles mesmos, geralmente sofro erupções cutâneas ao redor dos olhos. É difícil colocar qualquer medicamento nas erupções ao redor dos olhos, porque eles são muito sensíveis”, explicou a jovem.

Qual o nome da doença e como tratá-la?

O problema da americana foi identificado como urticária aquagênica, doença que atinge menos de 100 pessoas no mundo. Para controlar o quadro, Tessa toma diariamente 9 compridos de medicação anti-histamínica. Os cuidados precisam ser maiores nos raros dias em que toma banho. “Sempre me lembro de que não tem cura”, afirmou a universitária.

Apesar dos desafios diários que enfrenta, Tessa está determinada a não deixar sua condição controlar completamente sua vida. “Sempre fui muito determinada a ser independente e a deixar a minha cidade natal para ir a uma universidade. Eu tento o meu melhor para levar as coisas um dia de cada vez, porque alguns dias são melhores que outros”, declarou a jovem, que é natural de Labany (Oregon, EUA).