O ex-prefeito da cidade de Macajuba, a 280 km de Salvador, na região da Chapada Diamantina, vem protestando por um terreno que alega pertencer à sua família desde 2004, no entanto, há mais de dois anos o atual gestor do município vem desejando fazer intervenções no local.

A disputa pelo terreno se dá entre Murilo Sampaio (MDB), que foi prefeito de Macajuba, e Luciano de Noé (PSD), político da oposição que venceu a última eleição municipal. 

Em contato com o BNews, Murilo declarou que o terreno de sua família se trata de uma área rural de três tarefas de terra. Em 2021, quando Luciano tomou posse da prefeitura de Macajuba, a prefeitura teria tentado “invadir” a propriedade do ex-gestor com o objetivo de fazer uma espécie de praça que tivesse um monumento com a imagem da padroeira da cidade. 

Após uma confusão que terminou na delegacia, com Murilo realizando um boletim de ocorrência contra a ação da gestão municipal, o assunto “morreu”. Contudo, dois anos depois, a disputa volta a atormentar os envolvidos.

Acontece que na quinta-feira (1º), Murilo tomou conhecimento de que a gestão de Luciano de Noé iria tentar, novamente, fazer uma intervenção no terreno. Segundo Murilo, funcionários com retroescavadeira trabalharam no local, arrancando mais de 70 metros de cerca e tirando a vegetação do local.

Em um vídeo enviado pelo ex-prefeito do município, ele questiona aos trabalhadores se a intervenção estava sendo feita a mando da prefeitura. Além disso, ele pergunta se os funcionários têm conhecimento de que o terreno é particular. Para ambas perguntas, a resposta era afirmativa. 

Diante da intervenção feita nesta semana, o emedebista acionou a Polícia Militar, que até a tarde desta sexta-feira (2) esteve no local para impedir que qualquer ação fosse realizada pelos trabalhadores. Também permaneceram no terreno Murilo e os colaboradores.

“O prefeito insiste em não reconhecer isso aí (…) não me retirei e vou continuar aqui para preservar [o terreno], a menos que exista ordem judicial. Isso é um ato de autoritarismo, abuso de poder”, desabafou o emedebista, que classificou a ação do prefeito como “perseguição”. 

Murilo também fez outro boletim de ocorrência e afirmou ter entrado com ação de manutenção de posse, recurso usado na Justiça para proteger um imóvel e manter a posse de um bem que sofreu qualquer interferência sem consentimento do dono.

Em contato com a prefeitura de Macajuba, foi dito que jamais foi mostrado por Murilo qualquer comprovação de que o terreno pertencia à sua família. A prefeitura ficou de enviar uma nota oficial, mas até o fechamento da matéria a redação do BNews não recebeu o material. O site segue aberto para divulgar o posicionamento da prefeitura.

Fonte: BNews