O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou serviços da mesma empresa de contabilidade associada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas. A informação foi divulgada pelo Diário do Centro do Mundo com base em notas fiscais emitidas pelo escritório do parlamentar e em dados da Receita Federal.
Segundo a reportagem, uma das notas fiscais emitidas pelo escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia traz o e-mail vinculado à empresa Voga Serviços Contábeis. A firma é ligada ao contador Alexandre Caetano dos Reis, citado no relatório final da CPMI do INSS como responsável técnico por uma empresa apontada como integrante do núcleo empresarial de Antônio Carlos Camilo Antunes.
Os documentos também indicam que Letícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre, aparece como administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro nos registros da Receita Federal. Alexandre Caetano foi preso pela Polícia Federal em dezembro de 2025, por decisão do ministro André Mendonça, no âmbito das investigações relacionadas ao esquema conhecido como “Careca do INSS”.
A reportagem relembra ainda que o escritório de Flávio emitiu três notas fiscais de R$ 500 mil para empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Duas dessas notas foram posteriormente canceladas, enquanto uma terceira permaneceu ativa. O senador já declarou publicamente que os documentos cancelados se referiam a serviços que não chegaram a ser prestados e negou qualquer irregularidade nas relações comerciais mantidas por seu escritório.
Até a publicação da reportagem, a campanha de Flávio Bolsonaro não havia apresentado manifestação específica sobre a utilização da empresa de contabilidade. O caso amplia a repercussão das investigações envolvendo o Banco Master e o esquema do “Careca do INSS”, embora não haja, até o momento, indicação de que o senador seja investigado em razão da contratação dos serviços contábeis.
Com informações do DCM





