O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não utilizará o cargo para beneficiar seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, alvo de um inquérito da Polícia Federal. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., na quinta-feira (30), após a abertura da investigação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula declarou que, caso o filho seja acusado formalmente, ele será tratado da mesma forma que qualquer outro cidadão. Segundo o presidente, não haverá privilégios nem interferência de sua parte nas investigações. “Não vão usar meu cargo para proteger”, afirmou. O petista acrescentou que, se Lulinha for inocente, deverá provar isso perante a Justiça e, se for considerado culpado, deverá responder pelos seus atos como qualquer outra pessoa.
Durante a entrevista, o presidente disse acreditar na inocência do filho e afirmou que ele tem garantido não ter cometido irregularidades. Lula também declarou que, caso seja necessário responder ao processo, Lulinha retornará ao Brasil e não permanecerá no exterior para evitar a investigação. Atualmente, Fábio Luís reside na Espanha.
O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do STF, após pedido da Polícia Federal. A investigação busca apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência relacionadas à atuação de Lulinha em processos envolvendo a comercialização de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde. A apuração ainda está em fase inicial e não há conclusão sobre a existência de crimes.
Ao comentar o caso, Lula relembrou as investigações e a prisão que enfrentou durante a Operação Lava Jato e afirmou que o filho acompanhou de perto os impactos sofridos pela família naquele período. Segundo o presidente, essa experiência reforça a necessidade de que qualquer investigação ocorra dentro da legalidade, sem privilégios ou interferências políticas.
Com informações do Bnews





