POLÍTICA

PGR apontou “indícios consistentes de crime” de Flávio Bolsonaro, mas investigação não andou

A Procuradoria-Geral da República (PGR) teria deixado de avançar em uma apuração envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mesmo diante de informações que poderiam indicar a necessidade de investigação. O caso voltou ao debate em meio às novas apurações relacionadas ao Banco Master e ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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A atuação da PGR em casos envolvendo Flávio Bolsonaro já foi alvo de questionamentos em outras ocasiões. Em 2021, por exemplo, um pedido de investigação baseado em reportagem sobre a compra de imóveis com dinheiro em espécie foi arquivado por um membro auxiliar da Procuradoria. Na ocasião, o argumento foi de que uma reportagem jornalística, por si só, não constituiria indício de crime.

No caso mais recente, segundo a reportagem da Revista Fórum, informações relacionadas a Flávio teriam chegado às autoridades, mas não teriam resultado em uma investigação específica. A situação ganhou relevância diante das suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro e as movimentações financeiras relacionadas ao projeto Dark Horse.

Flávio Bolsonaro já admitiu ter procurado Vorcaro para tratar do financiamento do filme, mas nega qualquer irregularidade. A Polícia Federal investiga a origem e o destino de recursos relacionados à produção, além de possíveis conexões entre as operações financeiras e integrantes da família Bolsonaro.

O caso também ocorre em meio a uma disputa envolvendo a atuação da própria PGR nas investigações do Banco Master. Em manifestação recente, o procurador-geral Paulo Gonet questionou a validade de uma ordem de André Mendonça que permitiu à PF aprofundar informações encontradas no celular de Vorcaro.

As investigações continuam e, até o momento, a existência de indícios não significa que Flávio Bolsonaro tenha sido condenado ou que tenha cometido crime comprovado. A apuração deverá esclarecer se as movimentações identificadas possuem alguma irregularidade e se há elementos suficientes para responsabilização criminal.

Com informações da Revista Fórum

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