POLÍTICA

Ao afastar o diretor da PF, Mendonça atropela ministro da Justiça e escancara operação para eleger Flávio Bolsonaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão também atingiu o delegado Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da corporação.

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A medida ocorre em meio à crise institucional envolvendo Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, relacionada às investigações do caso Banco Master. Em setembro, Moraes havia encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedido para investigar Mendonça com base em relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal.

Segundo Mendonça, a PF teria realizado monitoramento de sua atuação e de integrantes de sua equipe por mais de 30 dias. O ministro classificou os documentos como irregulares e afirmou que a medida busca garantir que ministros do Supremo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da própria PF possam exercer suas funções sem constrangimentos ilegais.

Além do afastamento dos dois integrantes da Polícia Federal, Mendonça determinou a suspensão da produção, elaboração e compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar atos praticados no exercício das funções de integrantes do Judiciário, da Advocacia Pública e da Polícia Judiciária. Também determinou que a Corregedoria da PF apure as circunstâncias relacionadas aos documentos questionados.

O episódio é mais um capítulo da disputa entre integrantes do STF em torno do caso Banco Master. Moraes havia apresentado a Fachin documentos que apontavam possíveis irregularidades na condução das investigações por Mendonça. O relatório utilizado por Moraes, porém, foi classificado pela própria Polícia Federal como material sem valor probatório e baseado em informações de baixa confiança.

A decisão de Mendonça também ocorre durante o período eleitoral e passou a ter repercussão no cenário político. O Diário do Centro do Mundo relacionou o afastamento às disputas políticas envolvendo a candidatura de Flávio Bolsonaro, enquanto outras reportagens destacaram que a medida aprofunda o conflito institucional entre diferentes autoridades responsáveis pelas investigações do caso Master.

A Advocacia-Geral da União informou que irá contestar a decisão de Mendonça. A Segunda Turma do STF já formou maioria para manter o afastamento, embora o julgamento ainda envolva manifestações dos ministros da Corte.

Com informações do DCM

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