POLÍTICA

Lobista, Eduardo Bolsonaro diz que Flávio vai comprar armas dos EUA ao falar de medida de Trump sobre facções

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que seu irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), pretende comprar armas e equipamentos dos Estados Unidos caso seja eleito. A declaração ocorreu durante uma entrevista em que Eduardo comentou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo norte-americano.

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Segundo Eduardo, a intenção seria ampliar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos na área de segurança pública, incluindo a aquisição de armamentos e o compartilhamento de tecnologia e inteligência para o combate ao crime organizado. Ele afirmou que autoridades norte-americanas demonstraram abertura para uma futura negociação com o Brasil.

A declaração ocorre após uma série de articulações de Eduardo e do empresário Paulo Figueiredo junto a autoridades dos Estados Unidos. Os dois têm defendido medidas de pressão sobre autoridades brasileiras e também levaram a Washington propostas relacionadas à segurança e ao combate às organizações criminosas.

Eduardo também afirmou que uma eventual gestão de Flávio poderia aproveitar a aproximação com o governo de Donald Trump para estabelecer novos acordos na área de segurança. A proposta mencionada pelo ex-deputado incluiria não apenas a compra de armas, mas também transferência de tecnologia e cooperação entre os dois países.

A declaração ocorre depois de Eduardo publicar, em agosto, um vídeo no qual aparece comprando armas no estado do Texas. Na ocasião, ele afirmou que os equipamentos estavam relacionados à ideia de autodefesa e destacou sua defesa da posse de armas nos Estados Unidos.

O tema da segurança pública também vem sendo utilizado por Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial. O senador tem defendido medidas de endurecimento contra organizações criminosas e, em diferentes ocasiões, abordou a possibilidade de ampliar a cooperação internacional no combate ao crime.

A proposta de compra de armamentos dos Estados Unidos, porém, dependeria de negociações entre os governos e das regras brasileiras para aquisição e utilização de equipamentos de segurança. A declaração de Eduardo, portanto, apresenta uma intenção política para um eventual governo de Flávio, e não representa um acordo já firmado entre os dois países.

As falas ocorrem em meio à aproximação da família Bolsonaro com integrantes do governo Trump e às discussões sobre novas medidas de combate ao crime organizado. Eduardo afirmou que a cooperação entre Brasil e Estados Unidos poderia avançar caso seu irmão chegasse à Presidência.

Com informações da Revista Fórum

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