O advogado de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), João Henrique Freitas, afirmou que a Polícia Federal (PF) realizou uma nova operação de busca e apreensão na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. O mandado de busca foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tinha como objetivo localizar armas de fogo, munições, acessórios e documentos relacionados aos registros dos armamentos.
Em publicação na rede social X, Freitas afirmou que os agentes cumpriram a determinação judicial, mas que nenhuma arma ou outro material alvo da busca foi encontrado. A manifestação ocorreu após Moraes manter a prisão domiciliar do ex-presidente e determinar a entrega de todas as armas registradas em seu nome à Polícia Federal.
Acabo de sair da residência do Pres. @jairbolsonaro após acompanhar mais uma BUSCA E APREENSÃO da Polícia Federal, determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes.
O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o…— João Henrique N de Freitas (@JHNdeF) July 8, 2026
A nova diligência acontece em meio às controvérsias envolvendo o paradeiro de parte do arsenal registrado em nome de Bolsonaro. Inicialmente, a defesa informou ao STF que oito armas estavam sob custódia de um Batalhão do Exército e outras duas permaneciam com a Polícia Federal.
No entanto, durante o processo de entrega do armamento, o Exército Brasileiro localizou apenas seis armas registradas em nome do ex-presidente. Diante da divergência, a defesa apresentou novos esclarecimentos ao Supremo para explicar a ausência de dois armamentos.
De acordo com o comandante do Batalhão de Polícia do Exército, tenente-coronel Caio de Vargas Lisbôa, não foram encontradas nas dependências da unidade uma pistola Glock calibre 9 mm e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12.
Em petição encaminhada ao STF, os advogados de Bolsonaro afirmaram que a espingarda permaneceu desde sua aquisição sob a guarda da empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, sediada em Caxias do Sul (RS). Segundo a defesa, o armamento foi recebido pelo ex-presidente como presente, mas nunca chegou a ser retirado da empresa.
A petição afirma:
“Isso porque o referido armamento, recebido pelo peticionário a título de presente, nem sequer chegou a ser retirado das dependências da empresa, circunstância que explica sua permanência naquele estabelecimento comercial até o presente momento.”
Armas entregues à Polícia Federal
Segundo a relação apresentada, o Exército entregou à Polícia Federal os seguintes armamentos registrados em nome de Bolsonaro:
- Pistola Taurus calibre .380 Automatic (uso permitido);
- Pistola Taurus calibre .40 S&W (uso restrito);
- Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm (uso restrito);
- Espingarda Typhoon calibre 12 GA (uso restrito);
- Pistola Arex calibre 9×19 mm (uso restrito);
- Pistola SIG Sauer calibre 9×19 mm (uso restrito).
Inquérito foi aberto após apreensão de arma
A determinação de Alexandre de Moraes ocorre também após um episódio registrado na madrugada de 15 de junho, quando a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma arma registrada em nome de Jair Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança.
O caso resultou na abertura de um inquérito. Em depoimento, Bolsonaro reconheceu que a arma apreendida era de sua propriedade e informou que ela permanecia em sua residência no condomínio Solar de Brasília, onde cumpre prisão domiciliar.
Segundo o depoimento citado na investigação, o ex-presidente justificou a posse da arma afirmando que “tem três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.
Após o episódio, Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro entregasse todas as armas de fogo registradas em seu Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
Acabo de sair da residência do Pres. @jairbolsonaro após acompanhar mais uma BUSCA E APREENSÃO da Polícia Federal, determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes.
O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o…— João Henrique N de Freitas (@JHNdeF) July 8, 2026





