POLÍTICA

Por que Flávio Bolsonaro virou alvo da direita no 1º turno

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, passou a ser alvo de críticas mais diretas de outros nomes da direita após intensificar a estratégia para conquistar votos ainda no primeiro turno das eleições de 2026. A campanha busca atrair eleitores que atualmente apoiam candidatos como Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

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A mudança ocorreu depois que Flávio passou a defender abertamente o chamado voto útil. Em declaração recente, o candidato pediu que eleitores que não o têm como primeira opção considerassem votar nele já no primeiro turno. A estratégia amplia a disputa dentro do próprio campo da direita e da centro-direita.

Segundo o DCM, aliados de Flávio também buscaram interlocutores ligados a Zema, Caiado e Cury para sondar possíveis desistências e uma concentração de votos em torno da candidatura do PL. As articulações, porém, encontraram resistência entre os grupos adversários.

Os candidatos passaram a responder publicamente à ofensiva. Augusto Cury fez críticas a Flávio após um debate e questionou sua experiência administrativa, além de mencionar a relação do senador com o caso Banco Master e a operação Dark Horse. Ronaldo Caiado também contestou a ideia de que Flávio seja a única opção competitiva da direita e afirmou que sua candidatura ainda poderia ampliar o apoio.

Romeu Zema, por sua vez, passou a explorar o caso Banco Master em seus ataques a Flávio. O governador de Minas Gerais também criticou a relação de Daniel Vorcaro com políticos de diferentes partidos e questionou a candidatura do senador. As declarações fazem parte da disputa entre os candidatos pelo eleitorado de direita.

Renan Santos também relatou que pessoas ligadas à campanha de Flávio tentaram estabelecer contato por meio de amigos em comum, mas afirmou que não apoiaria o senador em um eventual segundo turno. Segundo ele, a movimentação de Flávio ocorre em um momento favorável à sua candidatura.

A estratégia ocorre em um cenário de disputa pelos votos antipetistas. Segundo a CNN Brasil, a campanha de Flávio passou a mirar eleitores de direita e centro-direita que rejeitam o PT, mas ainda consideram votar em outros candidatos no primeiro turno.

Em meio às críticas, Flávio tem evitado responder diretamente aos ataques e tenta ampliar seu discurso para além do eleitorado mais identificado com Jair Bolsonaro. Em uma inserção de rádio citada pelo DCM, o senador afirmou ter qualidades e defeitos próprios e pediu um voto de confiança aos eleitores.

Com informações do DCM

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