O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma investigação para apurar possíveis irregularidades envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). O pedido menciona suspeitas relacionadas a operações financeiras e à atuação de empresas ligadas ao setor de apostas.
O caso também envolve a empresa RioPag, que atua no segmento de pagamentos para apostas e mantém relação com a Loterj. Segundo informações divulgadas pela Revista Fórum, a empresa deixou de repassar ao governo do Rio de Janeiro valores que deveriam ser destinados à loteria estadual. O episódio já resultou em medidas judiciais para tentar recuperar os recursos públicos.
A situação ganhou atenção devido à relação de pessoas próximas a Flávio Bolsonaro com empresas que atuam nesse mercado. Entre os nomes citados está o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador e ligado à estrutura empresarial relacionada às apostas.
Pedido de investigação chegou ao STF
Na representação apresentada ao Supremo, Lindbergh Farias solicita que sejam apuradas eventuais irregularidades e a possível existência de crimes relacionados às operações. O parlamentar também pede que as autoridades responsáveis analisem a movimentação financeira e os vínculos empresariais envolvidos no caso.
O pedido não significa que Flávio Bolsonaro seja considerado culpado ou que as suspeitas tenham sido comprovadas. A eventual abertura de investigação pelo STF teria justamente o objetivo de esclarecer os fatos e verificar se houve alguma irregularidade.
Empresa ligada a amigo de Flávio é alvo de cobrança
A RioPag já havia sido alvo de questionamentos no Rio de Janeiro após deixar de repassar cerca de R$ 20 milhões ao Estado, segundo informações divulgadas anteriormente pela Revista Fórum. O governo fluminense acionou a Justiça para cobrar os valores.
Em outro desdobramento, a Justiça determinou o bloqueio de bens relacionados à empresa como forma de garantir a possível devolução dos recursos públicos.
O caso ocorre em meio ao aumento das investigações e disputas políticas envolvendo o mercado de apostas esportivas e cassinos online. As relações entre empresas do setor, agentes públicos e figuras políticas passaram a ser alvo de questionamentos em diferentes investigações.
Agora, caberá ao STF analisar o pedido apresentado por Lindbergh Farias e decidir sobre a abertura ou não de uma investigação específica envolvendo Flávio Bolsonaro e os fatos relacionados à Loterj.
Com informações da Revista Fórum





