BRASIL

Digitais ignoradas: preso luta para provar que foi confundido com ladrão

Laudos de impressões digitais que não integraram a ação penal durante o julgamento passaram a ocupar o centro da tentativa de Alexsandro Cantuária de Souza de reverter uma condenação superior a 25 anos de prisão. O comerciante foi responsabilizado por participar de um ass4lt0 à residência de um promotor, ocorrido em junho de 2020, em Bertioga, no litoral de São Paulo, mas sustenta que não esteve envolvido no cr1me.

Banner ChatGPT

Os documentos foram obtidos pela defesa por meio de uma Ação de Justificação Criminal, homologada pela Justiça em julho de 2026, e deverão ser avaliados em uma revisão criminal. A perícia recolheu 133 impressões digitais na residência invadida, no imóvel onde os autores teriam pernoitado e no carro de uma das vítimas. Um laudo produzido oito dias após o roubo apontou que nenhuma delas pertencia a Alexsandro.

Outro exame identificou uma digital de Felipe Benício Ramos na porta do veículo da vítima. Segundo o processo, o documento foi encaminhado à autoridade policial em 9 de novembro de 2020 e novamente em 5 de fevereiro de 2021. A defesa de Felipe afirma que ele se declara inocente.

Alexsandro diz que foi associado ao caso principalmente pelas características físicas relatadas pelas vítimas, que descreveram um dos envolvidos como alguém de olhos verdes acentuados e marcas de acne. O reconhecimento, conforme sua defesa, ocorreu por WhatsApp. “Disseram que eram três ass4ltantes, e um deles tinha olhos verdes e marcas de acne no rosto. E aí a polícia simplesmente me pegou na rua”, afirmou.

Registros da Nextel também indicaram que os celulares utilizados por Alexsandro e pela esposa permaneceram no Guarujá entre 9 e 10 de junho de 2020. A perícia dos aparelhos não encontrou contatos, mensagens, ligações ou fotografias que demonstrassem ligação com os outros dois corréus.

O Ministério Público de São Paulo contesta esses argumentos e se posicionou contra a absolvição. A procuradora Águeda Maria Barbosa Hajar sustenta que a revisão busca reexaminar provas já avaliadas e destaca o reconhecimento feito pelas vítimas. A decisão caberá ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Com informações do Portal Chico Sabe Tudo

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo