O jornalista Leonardo Sakamoto afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ocupar um papel central na comunicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o meio político após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai.
Segundo a análise, a restrição imposta a Flávio impede o senador de manter contato direto com Jair Bolsonaro durante um período considerado estratégico para as articulações eleitorais. A medida foi determinada após Moraes entender que Flávio descumpriu as condições impostas ao ex-presidente ao divulgar, nas redes sociais, uma carta de conteúdo político retirada da residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Na avaliação de Sakamoto, o afastamento temporário de Flávio fortalece a posição de Michelle Bolsonaro dentro do grupo político ligado ao ex-presidente. O colunista afirma que a ex-primeira-dama tende a assumir o papel de principal interlocutora de Jair Bolsonaro junto a aliados e lideranças políticas durante o período em que o senador estiver impedido de visitá-lo.
A decisão judicial estabelece que a suspensão das visitas terá duração de 90 dias, prazo que se estende até depois do primeiro turno das eleições. Com isso, Flávio Bolsonaro ficará impossibilitado de se reunir presencialmente com o pai em uma fase considerada decisiva para a definição de alianças e estratégias da campanha presidencial.
O episódio ocorre em meio a um cenário de disputas internas no bolsonarismo, marcado por divergências entre Flávio e Michelle Bolsonaro sobre a condução política do grupo. A nova configuração reforça as especulações sobre o protagonismo da ex-primeira-dama nas articulações eleitorais enquanto perdurarem as restrições impostas ao ex-presidente.
Com informações do DCM





