A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreendeu símbolos associados a grupos extremistas durante a Operação Rede Interrompida, deflagrada nesta terça-feira (4) para investigar um plano de ataque a prédios públicos em Brasília durante o período eleitoral de 2026. Entre os materiais encontrados estavam uma bandeira de batalha dos Estados Confederados, um capuz semelhante aos utilizados pela Ku Klux Klan (KKK) e uma camiseta da banda Burzum, ligada ao músico norueguês Varg Vikernes, conhecido por posições neonazistas e supremacistas.
Segundo reportagem do Diário do Centro do Mundo, a bandeira confederada apreendida já foi defendida publicamente pelo deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). Em julho deste ano, durante a tradicional Festa dos Americanos, em Santa Bárbara d’Oeste (SP), o parlamentar criticou a retirada do símbolo da identidade visual do evento, classificando a decisão como “mimimi” e “frescurada”.
A publicação também relembra que, em 2016, Eduardo Bolsonaro publicou uma fotografia ao lado de homens armados tendo ao fundo a bandeira Gadsden, identificada pela serpente e pela frase “Don’t Tread on Me” (“Não pise em mim”). Embora tenha origem na independência dos Estados Unidos, o símbolo passou a ser amplamente adotado nas últimas décadas por grupos ultraconservadores e da extrema direita norte-americana, sendo frequentemente exibido ao lado da bandeira confederada em manifestações de organizações extremistas.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado compartilhava plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios públicos da região central de Brasília, mapas da capital, estratégias para ocupação de edifícios, discussões sobre recrutamento de participantes e manuais para fabricação de artefatos explosivos. Ao todo, oito pessoas, com idades entre 19 e 31 anos, são alvo da investigação conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev).
As investigações seguem em andamento para apurar a participação de cada um dos envolvidos e a eventual prática de crimes relacionados ao planejamento de atos violentos. Até o momento, não há indicação de envolvimento de Eduardo Bolsonaro ou de Paulo Bilynskyj com o grupo investigado; a reportagem apenas estabelece uma relação entre símbolos encontrados na operação e manifestações públicas anteriores dos parlamentares sobre esses emblemas.
Com informações do DCM





