A equipe da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu não responder publicamente às declarações da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que afirmou ter sido alvo de ataques de setores da direita e de aliados do parlamentar. Segundo informações divulgadas pelo Diário do Centro do Mundo, a orientação interna é evitar ampliar a crise e impedir um confronto público com a ex-ministra.
Nos bastidores, no entanto, integrantes da campanha mantêm críticas à atuação de Damares. De acordo com aliados de Flávio, a senadora não teria participado diretamente da elaboração do plano de governo do pré-candidato. Pessoas próximas à parlamentar, por outro lado, afirmam que ela indicou integrantes de sua equipe para colaborar na formulação de propostas, especialmente na área de direitos humanos.
O atrito ganhou força após Damares declarar, em entrevista, que já havia concluído sua contribuição para o programa de governo e que voltaria a colaborar apenas em uma eventual equipe de transição. A fala foi interpretada por parte de apoiadores como um rompimento com a pré-campanha, o que levou a senadora a negar o afastamento.
Em pronunciamento no Senado, Damares reafirmou apoio ao senador e declarou que Flávio Bolsonaro continua sendo o pré-candidato indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela também criticou os ataques recebidos nas redes sociais e fez um apelo para que apoiadores deixem de promover o que classificou como “fogo amigo” entre integrantes da direita.
A decisão da campanha de evitar uma resposta pública ocorre em meio a uma série de divergências internas no campo bolsonarista, que envolvem diferentes lideranças e têm repercutido nas articulações para as eleições presidenciais de 2026.
Com informações do DCM





