O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), decidiu rejeitar uma aliança formal da federação União-PP com a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A principal justificativa é a estratégia da legenda de manter neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto para concentrar esforços na eleição de pelo menos 40 deputados federais em 2026.
Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (3), a avaliação de Ciro Nogueira é de que apoiar oficialmente um candidato à Presidência poderia comprometer o desempenho da federação em disputas estaduais e reduzir sua capacidade de ampliar a representação na Câmara dos Deputados. A União-PP reúne atualmente a maior bancada da Casa e pretende preservar esse espaço na próxima legislatura.
A decisão também afasta, ao menos por enquanto, a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) integrar a chapa de Flávio Bolsonaro como candidata à vice-presidência. O nome da parlamentar vinha sendo citado por dirigentes do PL como uma das principais opções para compor a candidatura presidencial do partido.
De acordo com aliados de Ciro Nogueira, a prioridade da federação é manter flexibilidade para negociar com o futuro governo, independentemente de quem vença a eleição presidencial. A estratégia busca evitar desgastes em estados onde candidatos da União-PP disputam cargos majoritários e dependem de alianças locais com diferentes forças políticas.
Nos bastidores, dirigentes da federação também avaliam que uma posição de neutralidade fortalece o partido nas negociações políticas após as eleições, preservando sua influência no Congresso Nacional e o acesso ao fundo eleitoral, considerado um dos maiores do país.
A decisão representa um revés para a campanha de Flávio Bolsonaro, que busca ampliar o arco de alianças além do PL e atrair partidos do chamado centrão para fortalecer sua candidatura ao Palácio do Planalto.
Com informações do DCM





