O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) fez críticas ao adversário Flávio Bolsonaro (PL) ao comentar a disputa pelo apoio do agronegócio durante entrevista concedida ao canal MyNews. Ao defender sua trajetória política ligada ao setor, o ex-governador de Goiás afirmou: “Eu sou a raiz, eu não sou sabor agro”.
Na entrevista, Caiado ressaltou sua relação histórica com o agronegócio e citou regiões como Matopiba, Goiás e Mato Grosso para sustentar que áreas com forte investimento agrícola apresentam melhores indicadores de renda, saúde e educação. Segundo ele, o desenvolvimento do setor contribui diretamente para o crescimento econômico e social dessas localidades.
O candidato também criticou políticas adotadas durante governos do PT. Entre os pontos mencionados, citou mudanças na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e afirmou que a atual taxa de juros prejudica a produção rural, atribuindo ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a falta de medidas para enfrentar o problema.
Ao comentar o desempenho eleitoral entre produtores rurais, Caiado reconheceu que ainda enfrenta dificuldades para transformar sua identificação com o agronegócio em apoio nas urnas. Segundo ele, parte desse eleitorado “ainda não acordou” para sua candidatura. O ex-governador atribuiu essa situação, em parte, à diferença de estrutura política entre as campanhas, destacando que passou a contar com uma legenda competitiva apenas após receber o apoio de Gilberto Kassab, enquanto Flávio Bolsonaro dispõe de uma organização construída ao longo dos últimos anos.
Caiado também analisou o cenário da disputa presidencial e afirmou que seu principal objetivo é superar Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Na avaliação do candidato, um eventual segundo turno entre Lula e Flávio seria mais favorável ao atual presidente. O ex-governador ainda questionou a experiência administrativa do senador para exercer a Presidência da República.
Durante a entrevista, Caiado abordou outros temas de sua plataforma eleitoral, como propostas para endurecer o combate à criminalidade, medidas mais rigorosas para crimes de feminicídio, críticas ao uso de crédito extraordinário pelo governo federal e a defesa da concessão de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, caso seja eleito presidente.
Com informações do Portal Chico Sabe Tudo





