O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), criticou nas redes sociais a chapa presidencial formada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026.
Na publicação, Boulos mencionou uma investigação envolvendo Gaspar e a destinação de R$ 6 milhões em emendas parlamentares para São José da Laje, em Alagoas. O caso entrou no radar do Tribunal de Contas da União (TCU), que identificou indícios de irregularidades na aplicação dos recursos.
Ao comentar a escolha do deputado para a vaga de vice, Boulos relacionou o episódio ao chamado caso das “rachadinhas”, investigação que envolveu Flávio Bolsonaro durante seu período como deputado estadual no Rio de Janeiro. “É o casamento da rachadinha com o orçamento secreto”, afirmou o ministro ao atacar a composição anunciada pelo PL.
A expressão “rachadinha” ficou conhecida por descrever a suspeita de devolução de parte dos salários de funcionários de gabinetes parlamentares. Flávio Bolsonaro sempre negou a prática de irregularidades no caso. Ao utilizar o termo, Boulos buscou associar as acusações enfrentadas pelo senador aos questionamentos envolvendo as emendas destinadas por Alfredo Gaspar.
Gaspar foi confirmado como vice após negociações do PL com integrantes de outras legendas não resultarem em uma composição. Com os dois candidatos filiados ao mesmo partido, a campanha passou a apresentar a formação como uma chapa “puro-sangue”.
O anúncio consolidou Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar como os nomes do PL para a disputa presidencial. Ao mesmo tempo, adversários políticos começaram a explorar investigações e questionamentos envolvendo os integrantes da chapa como parte do embate eleitoral.
Com informações do Portal Chico Sabe Tudo





