O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pressionou publicamente a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que vote a favor da abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A cobrança ocorreu neste domingo (6), em uma transmissão nas redes sociais, na véspera dos atos de 7 de Setembro.
Durante a transmissão, Flávio afirmou que aguarda a posição de Cármen Lúcia no julgamento que poderá analisar a abertura de uma investigação formal contra Moraes. O senador questionou se a ministra irá apoiar a apuração ou proteger o colega de Corte.
Flávio também fez referência à trajetória da magistrada e afirmou que uma eventual decisão contrária à investigação poderia prejudicar sua imagem. “Vai ficar muito ruim para sua história, para sua biografia”, declarou o candidato.
A pressão ocorre em meio à crise interna que se intensificou no STF após a divulgação de informações relacionadas a mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O material veio à tona após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de documentos relacionados ao caso.
Mendonça passou a ocupar posição central no episódio por ser o relator das investigações envolvendo o Banco Master no Supremo. Após a divulgação dos documentos, Moraes utilizou o inquérito das fake news para questionar a atuação de Mendonça e apontar possíveis crimes de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa.
Cármen Lúcia no centro da disputa
A ministra Cármen Lúcia passou a ser considerada uma figura importante para o desfecho da disputa entre Moraes e Mendonça. Segundo informações publicadas pelo Diário do Centro do Mundo, a magistrada é vista como um voto capaz de influenciar a correlação de forças dentro da Corte.
Flávio Bolsonaro aproveitou a proximidade dos atos de 7 de Setembro para convocar seus apoiadores para manifestações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alexandre de Moraes. O candidato afirmou ainda que a mobilização popular poderia influenciar ministros do Supremo.
“Se a manifestação tiver bastante gente, eu sei que lá dentro do Supremo tem algumas pessoas que são sensíveis a essa pressão popular”, afirmou o senador.
A estratégia coloca o conflito envolvendo Moraes no centro da agenda política de Flávio Bolsonaro. O candidato tem utilizado a crise no STF como uma das principais bandeiras de sua campanha e defende a saída do ministro da Corte, seja por renúncia ou por um eventual processo de impeachment.
O episódio ocorre enquanto o STF enfrenta uma disputa interna envolvendo diferentes ministros e enquanto Cármen Lúcia é apontada como uma das integrantes da Corte cuja posição ainda pode ser decisiva nos próximos julgamentos relacionados ao caso.
Com informações do DCM





