POLÍTICA

Flávio Bolsonaro chama PF de “Gestapo”, a polícia nazista, ao defender Willer Tomaz, alvo de buscas

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a atacar a Polícia Federal em meio à crise institucional envolvendo a corporação e o Supremo Tribunal Federal (STF). Em declarações recentes, o parlamentar comparou a atuação da PF à da Gestapo, polícia secreta da Alemanha nazista, ao comentar a investigação que tem entre os alvos o advogado Willer Tomaz, seu aliado e amigo.

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Tomaz foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraudes envolvendo descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo informações divulgadas sobre a investigação, o advogado aparece em relatório que aponta movimentações financeiras consideradas atípicas.

A relação entre Flávio e Tomaz é antiga. O senador já se referiu publicamente ao advogado como “meu amigo” e, em outras ocasiões, saiu em sua defesa. Tomaz também mantém relações com integrantes do meio político e já havia sido preso em 2017 durante a Operação Patmos, investigação relacionada a denúncias envolvendo empresários e autoridades.

A declaração de Flávio ocorre em um momento de forte tensão entre setores da Polícia Federal e ministros do STF. O ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A medida provocou uma disputa dentro da própria Corte e passou a ser alvo de decisões e questionamentos de outros ministros.

O episódio também ganhou dimensão eleitoral. Flávio tem utilizado a crise para fazer críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros do Supremo, acusando setores da PF de atuarem politicamente. Em discurso recente, o candidato afirmou que a estrutura ligada ao governo teria sido “desmascarada” após o afastamento de Andrei Rodrigues.

A comparação da Polícia Federal com a Gestapo amplia o tom das críticas do candidato à corporação justamente quando investigações atingem pessoas próximas a seu círculo político. A PF, por sua vez, segue conduzindo apurações sobre suspeitas de irregularidades envolvendo o INSS e outros casos que têm alcançado políticos, empresários e integrantes de diferentes grupos.

Com informações da Revista Fórum

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