A defesa de Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva e o retorno de parte da investigação para o ministro André Mendonça, que era o relator original do caso.
O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (21). Segundo os advogados, o inquérito que fundamentou a prisão de Felipe não faz referência a nenhum ministro do STF. Por esse motivo, a defesa sustenta que não haveria justificativa para a investigação permanecer sob a relatoria de Fachin.
Felipe Vorcaro foi preso durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas relacionadas ao Banco Master. A PF o aponta como um dos operadores financeiros envolvidos no esquema investigado.
A defesa também questiona a manutenção da prisão preventiva. Em maio, André Mendonça havia decidido converter a prisão temporária de Felipe em preventiva. A decisão foi submetida à Segunda Turma do STF, e o ministro Gilmar Mendes chegou a pedir vista do processo.
O pedido ocorre em meio às discussões sobre a relação entre Daniel Vorcaro e Mendonça. O ministro confirmou ter recebido o ex-banqueiro em março de 2025 para uma conversa relacionada a um processo envolvendo precatórios que estava em julgamento no Supremo. Segundo o gabinete de Mendonça, Vorcaro foi recebido uma única vez e por iniciativa do empresário.
A defesa de Felipe argumenta que, diante do conteúdo do inquérito que fundamentou sua prisão, o caso deveria retornar ao relator original. A solicitação agora será analisada por Fachin, enquanto a investigação sobre as relações financeiras e os negócios ligados ao Banco Master continua em andamento.
Com informações da Revista Fórum





