O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom das críticas à família Bolsonaro durante entrevista ao podcast Desce a Letra, nesta quarta-feira (16). Ao comentar a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula afirmou que o grupo familiar estaria mais próximo de uma organização criminosa do que de uma família.
“É quase uma quadrilha, não uma família”, declarou Lula durante a entrevista. A fala ocorreu enquanto o presidente comentava as disputas políticas envolvendo os filhos de Jair Bolsonaro e as acusações relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Lula também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial de 2026. O presidente cobrou explicações sobre os recursos atribuídos a Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro.
“O que ele tem de explicar é: cadê os R$ 130 milhões que ele pegou do Vorcaro para o filme do seu pai?”, afirmou Lula. A declaração se refere a valores que estão sendo discutidos no contexto das investigações sobre as relações entre Flávio, Vorcaro e o projeto cinematográfico.
Durante a entrevista, o presidente também afirmou que parte dos recursos relacionados ao filme teria sido enviada aos Estados Unidos para manter Eduardo Bolsonaro no país. Essa é uma acusação apresentada por Lula, e não uma conclusão definitiva das investigações.
As declarações ocorreram em meio à escalada da disputa política entre Lula e Flávio Bolsonaro. O senador tem feito críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal, enquanto Lula vem questionando publicamente a relação de Flávio com Vorcaro e o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.
O episódio também ocorre no contexto das investigações envolvendo o Banco Master. O caso passou a envolver diferentes autoridades e políticos após a apuração de operações financeiras e relações mantidas por Vorcaro com figuras públicas.
As falas de Lula repercutiram nas redes sociais e ampliaram o confronto político entre os grupos ligados ao atual presidente e à família Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2026.
Com informações da Revista Fórum





