POLÍTICA

Aliados de Flávio Bolsonaro acham que Trump vai prejudicar candidatura; entenda

Aliados do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) demonstram preocupação com a possibilidade de Donald Trump adotar novas medidas contra o Brasil antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Segundo informações publicadas pelo Diário do Centro do Mundo, com base em relatos da coluna de Malu Gaspar, de O Globo, integrantes da campanha avaliam que novas sanções ou tarifas poderiam criar dificuldades para a candidatura.

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A preocupação estaria relacionada principalmente à possibilidade de o governo norte-americano anunciar novas punições contra autoridades brasileiras ou ampliar tarifas sobre produtos do país. Um integrante do núcleo mais próximo da campanha afirmou, segundo a reportagem, que o cenário considerado ideal seria que Trump não adotasse novas medidas até o fim da eleição.

A avaliação ocorre em meio à atuação de aliados de Flávio nos Estados Unidos. O deputado Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo participam de articulações para pressionar o governo Trump pela retomada de sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles Alexandre de Moraes.

De acordo com a reportagem, integrantes mais pragmáticos da campanha avaliam que uma nova ofensiva norte-americana poderia alterar o debate eleitoral. A leitura apresentada é que eventuais sanções contra ministros do STF poderiam fortalecer o discurso de defesa da soberania nacional utilizado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O tema das tarifas também já provocou manifestações do próprio Flávio. Em julho, após Trump anunciar medidas comerciais contra o Brasil, o senador pediu que a aplicação das tarifas fosse adiada para depois das eleições. Na ocasião, ele afirmou que a medida poderia interferir no processo eleitoral brasileiro.

A relação entre Flávio Bolsonaro e o governo Trump também ganhou destaque ao longo da campanha. Em setembro, o candidato negou ter recebido ajuda do governo norte-americano para sua campanha e afirmou que a eleição brasileira será decidida no próprio país. A declaração ocorreu após a divulgação de um documento americano que mencionava exigências relacionadas à realização das eleições de 2026.

Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro e outros aliados continuam defendendo maior pressão dos Estados Unidos sobre autoridades brasileiras. A atuação gera uma diferença de estratégia dentro do campo bolsonarista: enquanto alguns aliados defendem a continuidade das ações internacionais, integrantes da campanha de Flávio demonstram preocupação com possíveis efeitos políticos e econômicos de novas medidas de Trump.

O assunto deve ganhar ainda mais espaço nas próximas semanas, especialmente diante da proximidade do primeiro turno e da previsão de novos encontros entre autoridades brasileiras e norte-americanas. Lula e Trump, por exemplo, têm discursos previstos em sequência na abertura da Assembleia-Geral da ONU, em 22 de setembro.

Com informações do DCM

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